sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Auto-crítica sintonizada


Não, eu nunca fui a líder de torcida, nem a mais cobiçada do colégio.
Nem era a rebelde sem causa que tocava fogo nas latas de lixo, ou que fazia um arco-íris no cabelo pra demontrar singularidade. E nunca se quer pintei meu cabelo.
Sempre confiei na minha capacidade intelectual, por isso, nunca puxei saco de professores e preferia sentar no funda da sala, porque lá, ficava mais perto do Sol, e das árvores, da rua e longe das hipocrisias.
Sempre fui de discutir e de argumentar, mas não era presidente do grêmio e muito menos a aspirante á Marina Silva. Era mais do tipo que dava a introdução, desenvolvimento e conclusão nos trabalhos apresentados. E era sempre eu quem pedia e argumentava aos superiores, sempre tive dom pra lidar com pessoas.
Nunca me envolvi em brigas ou escândalos, e era bem odiada sim. Mais pela minha indiferença.
Todo mundo sempre soube quem eu era, mas nunca me importei.
Sempre fui mais daquele tipo que faz o que quer, e sempre andei com quem eu queria. Preferia ficar com pessoas que me acrescentavam, e mesmo que não me acrescentassem ao menos sempre fiquei com as pessoas pelos que elas eram e não pelo que elas pareceriam.
Fumava meus cigarros na porta da escola com os inspetores e sempre que queria alguma coisa, conseguia porque sempre soube argumentar. Sempre fui de tomar uma cerveja e bater papo de menino com as meninas, e papo de menina com os meninos. Sempre ria quando tinha vontade.
Nunca fiquei com o mais bonito da escola, e detestava aqueles que exibiam status. Aliás, detestava os "urubus" do status.
Sempre fui daquele pensamento em que, as pessoas deve aparecer pelo seu brilho próprio, e não pela sombra dos outros.
Sempre fui fiel com as amizades. Mais até do que deveria, porque não se deve esperar nada de nada que seja da raça humana. Não posso esperar nada nem de mim mesma.
Porque até eu mesma me decepciono. Tenho medo de falhar, e me contentar com as tardes pequenas de domingo.
Sempre quiz mudar o mundo. Desde pequena. E o ser humano sempre me fascinou pela sua capacidade natural de atuação e adaptação.
Atuamos pra viver e vivemos pra nos adaptar. É natural. É mágico.
Sempre tive fé. Não sei porque, mas sempre carreguei isso comigo. Sempre acreditei que as pessoas podem mudar, que o mundo pode mudar e peço todas as manhãs que eu seja mais capaz de perdoar e ajudar.
Mesmo sabendo que só encontraremos oque procuramos quando aprendermos a amar. E afinal de contas, é isso que todo pensante procura, amor.
O amor, é a lingua que eu falo, e que eu escuto.
Acredito em espíritos, e no sobrenatural. E acredito que os animais tem uma linguagem própria e pura entre eles; acredito que eles falem a língua do amor.
Mas é como se eu falasse amor em francês, e eles em alemão. Um dia, ainda quero aprender alemão. E quando aprender a lingua pura deles, estarei morta e purificada .
Tenho medo de morrer, porque amo muito viver .
Sou como a maioria das meninas que sonham em encontrar um grande amor; mas eu sonho diferente. Meu sonho é chegar em um estado de leveza, em que seja capaz de tocar o céu. Meu sonho é contar todas as estrelas, sem pressa, pra aproveitar e ter bastante tempo enquanto conto.
Gosto de sentir a brisa gelada, que bate na minha janela vinda do mar. Sei que ela vem do mar, porque ela vem cheia de hitórias, que entram na minha cabeça. Cabeça com os cabelos enrolados, e idéias também.
Quero ter uma casinha, na praia, porque o mar me conta narrativas poéticas, que se transformam em auto críticas e devaneios; que se desfalecem em espirais, e espumam com as ondas que vai e vem . Assim, como o meu espirito, que passeia pelas madrugadas. Enquanto todos dorme, eu sonho e levanto vôo. Bem alto , porque eu gosto de chegar perto de Deus.
E quando isso acontece, as lágrimas escorrem
Sou como mais uma que leva a vida com a barriga, os sonhos na cabeça e o coração no céu e o espírito na Etiópia esperando mais uma vez que a Babilônia caia, e os justos permaneçam.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Flores pra Saturno






No planeta em que vivemos hoje, parece que se é cobrado uma postura, ,meio que um padrão que deve ser seguido por todos; e quem não é enquadrado nesse padrão, nessa conduta "ditada" é excluido ou discriminado por todo um meio.
Os mais atingidos por isso , são os jovens, que por ainda estarem adquirindo a sua formação social, tentam se enquadrar em qualquer um dos padrões propostos.
O pior, é que os jovens, são cada vez mais jovens e as crianças cada vez mais sem infancia.
Cada vez mais aprisionados, seja pelas grades dos condominios, seja pelas prisões tecnologicas.
Os adolescentes vão se entregando cada vez mais a essas prisões. Alienação. Jovens alienados, que acham que o objetivo de "comunicação'' são msn, orkut, formspring.me e qualquer outra coisa do genero. Pretendem se enquadrar num padrão ilusório , em que só são aceitos os que fazem mais .
Os mais bonitos, os mais estilosos, os que mais se drogam , os que mais fazem sexo ...
E ai, aparecem as doenças da burguesia. Irracionalidade . Porque pra mim é esse o nome de pessoas que param de comer, e antecipam a sua morte, por vontade própria, enquanto milhões de crianças morrem de fome , sem a opção da escolha.
Ausencia de responsabilidade com um mundo que está morrendo . Ausencia de maturidade
de pais e mães que são pais cada vez mais cedo. Que espécie de filhos teram os filhos de uma terra sem preceitos ? Gente que não acredita mais em nada ? Além do mais, que Terra nossos filhos terão se continuarmos desse jeito ? rs
Os que reservam alguma coisa boa e consciente, se calam. Se calam porque é legal fazer o tipo de
salvador do meio ambiente, mas ja é exigencia demais, querer colocar a mão na massa. É fora dos padrões dar uma de profeta do fim do mundo, ou nerd demais bancar o cientista. E anda demodê se ligar em politica.
Enquanto isso, a politica se faz cada vez mais com sangue velho, com cabeças velhas, com problemas velhos, com leis velhas e com sangue do povo.
Quem sai do padrão, é julgado . Vai pra forca como na época de caça aos hereges.
É heresia ser diferente. Pensar diferente.
Pregam o mundo sem preconceitos, mas as favelas são 70% ocupadas por negros , e quantos são os que tem um namorado sem braço ou paraplérgico ?
O que vale , é a aparência. O que vale é o quanto mais .
Quanto mais bonito, quanto mais rico, quanto mais legal é ser quanto mais alienado e enquadrado nos padrões impostos.
Como animais adestrados. E os que não se adeptam, são os habitantes desenquandrados, que vivem quase que em outro planeta.
Eu quero ser diferente. Fazer diferente.
Talvez, aceitem as minhas flores em Saturno. Quem sabe lá terá água limpa para se beber e terra para se plantar ?

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

I wish


Hoje, como sendo último dia de um ano, parece que as pessoas entram em uma energia conjunta que tem a ansiedade de ser renovada .
00:00hrs não será igual a 00:01hrs hoje a noite. Parece que 90% de todo um mundo se une e espera essa renovação.
Toda a maioria deseja uma coisa só, ou umas coisas só. Pensamento positivo amplificado.
Que possamos ver mais, pensar mais e rir mais.
Coma o quanto quizer, e tenha pensamento de magra, porque é assim que elas nunca engordam, não tem a preocupação de engordar. Preocupe-se menos com o tempo que passa, com o dinheiro que acaba, ou com o trabalho que aumenta. Preocupe-se mais com sua saúde, em fazer as coisas que te fazem feliz, preocupe-se mais com seus filhos. Futuros ou atuais.
Ame mais. Ame mais a você mesmo, ame mais a vida, a família, a sombra e a água fresca, ame mais o planeta.
Movimente-se, pra que o planeta seja um lugar bom pra seus filhos, e que seus filhos sejam algo bom pro planeta. Movimente-se pra não parar e mofar e enferrujar. Arrume seu armário, e use as roupas que quizer. Passe na faculdade, ou na casa do amor perdido. Visite mais vezes seus avós, seus amigos. Impressione quem você ama, ou a você mesmo. Faço oque sempre quiz fazer.
Mate aulas. Não entregue os trabalhos. Se atrase no trabalho porque você ficou a noite inteira em claro. Bebendo. Rindo. Transando.
Acorde mais cedo, sinta o ar fresco da manhã e o calor macio do Sol . Durma tarde, aproveite o dia, veja mais filmes, leia mais. Use o tempo a seu favor.
Vá mais vezes a praia, não use filtro solar, e tenha uma intoxicação por conta do mais maravilhoso camarão baiano. Se afogue, nade, reviva e renove as energias no mar.
Beba, fume, se intorpeça , nem que seja só com a música.
Experimente. Aquilo que sempre disse não gostar, e aquilo que você sempre quiz provar.
Voe . Fuja. Minta. Sorria. Ame.
Arume uma paixão, ou renove a sua . Faça sexo, amor, felicidade. Diga quantos "eu te amo" tiver vontade, quantos forem necessário. Não exite.
Chore. De dor, de amor, de alegria. Se emocione com o filme, ou com as tragédias. Sensibilize-se com você e com os outros.
Faça planos, destrua os planos, renove os planos. Cante. Tome banho de chuva, faça seus pedidos, sua mandinga, seu patuá, sua fé .
Hoje, uma energia se renova e mais um ano nasce. A lua será a mesma, o Sol será o mesmo,
o mar será o mesmo, o congresso será o mesmo ... Mas teremos mais 365 dias, mais 365 chances pra renovar a nossa vida. Fazer dela algo que se possa lembrar, algo que se posso viver com intensidade e felicidade e amor, sem arrependimentos ou culpa .
Use esses 365 dias para viver. Pura e simplesmente. Viva .

sábado, 26 de dezembro de 2009

Falando de amor .

Bom, eis a pergunta que não quer calar - Onde está o espírito verdadeiro do Natal ?!
Vejo e paro pra analizar as pessoas ao meu redor, e cada vez mais penso que a futlidade é cada vez mais comum (risos) .
Nos dias de hoje, em que vemos tão de perto as coisas ruins oferecidas pelo mundo, as tragédias que assolam milhares, e o planeta que está morrendo diante de nossos olhos, e ainda sim existem pessoas que insistem em se preocupar com coisas pequenas.
São aqueles que vivem como se fossem morrer, que se matam aos poucos, que se drogam, que consomem desenfreadamente e agem como se os problemas do mundo, não fossem problemas de todo mundo .
Tem também aqueles que morrem como se nunca tivessem vivido, são os que entornam de total alienação do meio, que não percebem que a ausencia, também é um problema. São os futeis, consumistas, os que mais me incomodam . Sim, eles tem uma bela ceia, um belo presente, belas roupas, belas caricaturas, e belo coração ? E belo espirito ? Quem não tem nada, não, não é belo e muito menos sensiblizador á esse tipo de pessoa.
Os que amam com tão facilidade, que trocam de amor, de paixão, de amizades, de vida, de personalidade, de roupa, de vida denovo, e que acabam esquecendo que o verdadeiro intuito do amor é diferente. É algo puro e sem intenções de retorno . Eis aquele velho ditado - Que tem que amar ao próximo, mas tem que amar como se amasse a si mesmo, e aprender a amar-se, pra depois distribuir esse amor. Pura insegurança, instabilidade . E os tolos que se orgulham disso, me fazem rir (risos). Perdoem-me os tais, mas de falso amor, ninguem vive .
O individualismo é tanto que as pessoas se esquecem do verdadeiro sentido da data, data mais do que especial. O nascimento de um homem, pobre, negro, que andava no meio de mendigos e leprosos, pecadores ... E que foi o maior ser humano que ja existiu, que pregava a caridade pura .
Homem, que se chamou Jesus Cristo, e que me faz levantar todos os dias, com uma fé que me levará a ter esperança de ser um ser humano cada vez melhor do que sou . Cada vez mais capaz de distribuir amor. Cada vez mais capaz de contagiar as pessoas a minha volta .
Viver com intuito de pensar e amar os outros, pode até parecer meio hipocrita no meio capitalista de hoje, mas até que é possivel, se você crê.
Hoje, eu creio que posso ser melhor, que posso amar mais, que posso viver a minha paixão, que posso dedicar-me aos outros ... Independente de acharem certo ou errado .
Eu tenho fé, que isso um dia vai mudar.
Queridos, vamos aprender a amar as coisas pequenas e iluminá-las no todo.
Que o espírito de caridade se estenda aos de boa vontade .

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Serviço de utilidade pública

Para todos os brasileiros que veêm com frequência as notícias veiculadas nos meios de comunicação, as que falam sobre corrupção, não nos impressionam mais.
As sobre violência, também não intimidam mais. É tão comum no nosso dia-a-dia lidar com isso, que os tiroteios e mortes acabaram por se banalizar, e até a polícia ganhou a "classificação de bandido". Em quem podemos confiar ? É a pergunta. Que se silencia.
Os chamados "carinhosamente" por nós de - "crimes de colarinho branco" ("carinhosamente" porque a nomenclatura suaviza o que pode ser tratado como uma atrocidade) tem se tornado tão comuns, que rimos das situações que a cada dia se tornam menos significativas, afinal, parece que o povo brasileiro tem memória curta.
Os milhões que são desviados dos cofres públicos para paraísos fiscais, ou que saem vergonhosamente nas malas, meias e cuecas, são os milhões que milhões de brasileiros esperavam que fossem empregados em seus sonhos. Sonhos que na verdade, foram confundidos com direitos, coisa que se tornou tão distante quanto utópica.
Em quem podemos confiar ? Ja que aqueles que escolhemos para governar e representar toda uma nação, nos envergonham, e deixam essa nação cada vez mais carente e debilitada.
O pior de tudo, é que nos acomodamos a isso. O povo se cansou, e parece ter cicatrizado aquela velha ferida da indignação diante dessas barbaridades.
Oque devemos fazer ? Aprender.
Aprender a relembrar que somos todos cidadãos, independente se ocupamos uma cadeira na assembléia, ou um barraco na favela, devemos ser tratados, caçados e julgados sem distinção.
Aprender a valorizar o nosso voto, porque ele é nossa maior prova de cidadania. Pensar, que todos NÃO DEVEM ser iguais, porque se forem , nunca cresceremos.
Aprender a reivindicar, a não mais calar-se e acomodar-se diante dessas atrocidades, também conhecidas como crimes politicos. Gritar, marchar e indignar-se é mais do que humano, é humanitário.
Porque meia dúzia de cadiras errantes ocupadas no senado, não são capazes de calar mais de 2 milhões de vozes da razão .

terça-feira, 24 de novembro de 2009

PAZ.

Acho que é uma das coisas mais utópicas nos dias atuais, a paz.
Muitas vezes, está ligado às condições financeiras; quem tem menos
capital, acha que a paz, seria possivel se tivessem mais dinheiro, pois poderiam investir em segurança, não precisariam se preocupar com o vencimento de contas, criariam os filhos em outro país. Os que tem mais capital acham que podem encontrar a paz em lugares isolados, no meio do mato ; há uma moda atualmente em que existe uma especie de "vamos renegar a riqueza, com um toque de luxo" . Cada vez mais pessoas com alto poder aquisitivo tendem a se "isolar" dos centros urbanos, mas perguntem se elas abrem mão do consumismo ? Jamais.
A paz , está na maioria das vezes associada a segurança, a violencia.
Os que tem muito, se privam de tudo, e os que tem pouco, acabam sendo privados.
Na verdade, a paz, está naquilo que insistimos em destruir todos os dias. Não só na natureza, que é aquilo que é óbvio, mas nos nossos corações.
Quando nos individualizamos, e esquecemos do proximo, há ausencia de amor em nós mesmos . Isso faz, com que cada vez mais nos afastemos da nossa idealização de paz.
Pois, o "mal social" é culpa nossa, da falta de compaixão de todos nós.
Talvez, no dia em que haja mais caridade pura em nosso meio, a paz deixe de ser uma utopia quase que inalcansável .

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

2:54 a.m

"(...) E o futuro não é mais como era antigamente (...) " - Índios, Legião Urbana.
Ouvia muito essa frase quando era pequena e costumava parar para pensar no meu futuro.
Nossos pais tinham como perspectiva de futuro casamento, filhos, uma casa confortável, realização profissional; tudo muito normal para qualquer ser humano capitalista- estabilidade financeira, vida feliz e velhice confortável.
Hoje em dia, o futuro não é mais como deveria ser. Definitivamente. Nossa concepção de futuro, é incerta e duvidosa. Enquanto o Brasil está economicamente empolgado com a descoberta do pré-sal, que só terá sua exploração realmete lucrativa daqui a uns 15 anos, ambientalistas mais radicais arriscam que se não pararmos de consumir desenfreadamente, o planeta só se sustentará por mais 40 ou 50 anos. Isso é um futuro nada promissor e ao mesmo tempo estimulante. Em que acreditar ?
Diziamos que o futuro está realmente nas crianças. E oque são nossas crianças hoje ? Na cidade, nossas crianças usam drogas. Drogas digitais ; o computador, que foi literalmente criado para resolver problemas que não tínhamos. O craque, que ja invadiu-nos e é algo alarmante. O Estado não está preparado para lutar contra ele, e nem as famílias ( até porque os consumidores de craque, crinaças e adolocentes, são em sua maioria abandonados ). O craque é uma droga que anuncia o fim. Por incrível que possa parecer, ao contrário de outras drogas, ele anuncia o final, sem nenhuma chance ou saída. E as tais crianças, que deviam ser a imagem do futuro, vagam como corpos sem alma, como mensageiros mostrando simplesmente o fim.
Fora as crianças do campo e das favelas; sem assistência, e sem oportunidades , sem missão. Ou aquelas que sofrem atrocidades, indefesas . Pedofilia, tragédias não chocam mais nos jornais, viram só mais uma noticia. Desconsiderando as que perdem a inocencia cada vez mais cedo. Ou seja, nosso 'futuro' já não é mais uma esperança.
Desastres naturais se tornando cada vez mais comuns; mortes cada vez mais comuns; epdemias que se espalham pelo globo com a velocidade da internet. Tantas tecnologias gastas em estética, gastas para saciar a curiosidade se estamos ou não sós no universo, e a cura da AIDS e do câncer que ainda não foram descobertas.
Certamente, o futuro é algo que me inibe, incerto. O medo de falhar , as doenças da burguesia, a vida se tornando cada vez mais banal, o sexo se tornando cada vez mais banal. A pretenção familiar cada vez mais dispensável, dando lugar a 'estabilidade financeira'. Minha vó dizia que chegaria um tempo, em que teriamos dinheiro, mas não teriamos com que gastar, porque tudo haveria acabado. Talvez seja surreal, mas não deixa de ser uma tese.
E o amor ?! O amor nem se fala mais! É simplesmente figuração, coitado do amor. O individualismo é pregado e impregnado em nós, como se desde que nascemos, estivessemos sendo preparados para uma guerra, o que não nos deixa de ser uma verdade.
O meu medo para o futuro, é que nessa guerra, não haja vencedor.